Uma tentativa pseudo-intelectual duma universitária a fazer uma blog sobre cinema.

12
Jan 09

Título Original: Marie Antoinette
Ano: 2006
Realizador: Sofia Coppola
Género: Histórico, Drama, Biografia
Classificação: 4 estrelas


Sumário:
Aos 14 anos de idade, a austríaca Marie Antoinette (Dunst) casou com o Rei Luís XVI de França, tornando-se Rainha desse país. O filme conta a história vibrante de uma Rainha que tomou o trono muito antes de estar preparada para os meandros políticos, sendo constantemente ridicularizada pela França e acabando decapitada durante a Revolução Francesa. ::Cinema PTGate ::

 

 Marie Antoinette

Foto de joanneteh_32


Crítica:
Estou atrasada uns dois bons anos ao fazer esta crítica. Marie Antoinette era um filme que eu, como mulher e como entusiasta da realeza francesa desses séculos  (o Luís XIV fascina-me desde que vi o musical francês Le Roi Soleil há uns tempos), ansiava ver. E tinha bastantes expectativas.

Para começar, e como viram já, dei um 4/5 de classificação ao filme, vou criticar o filme primeiro e depois falar das maravilhas que dá ao público. Primeiramente, o filme passa quase uma boa rica hora a mostrar o estilo de vida de Marie, sem se dar ao trabalho de evoluir a história. Sim, os vestidos eram lindos, sim, percebemos que era para dar ênfase ao estilo de vida da rainha, sim, ela era só uma miúda afinal. Mas uma hora, Sofia? Uma hora? Quando finalmente avançou, passou tão rapidamente a história de amor que no meio das politiquices havia, que até me deu pena.

Tinha sido uma óptima oportunidade para fugir àquelas cenas todas (e são muitas, meus caros) com a pobre Marie a tentar fazer o amor com o seu marido, que me pareceu um bocadinho esquisito demais. Ter a Kristen Dunst ao lado a tentar nos seduzir deve ser fantástico (e digo isto de uma forma totalmente imparcial, claro. Não é como se fosse uma das minhas actrizes favoritas, nem nada), e pareceu-me incrível que o rapazola não quisesse nada. Mas, pensando bem, ele ia em muitas caçadas com os seus homens. Vá-se lá saber até que ponto os súbditos obedeciam às ordens do futuro rei de França.

O fim também deixou muito a desejar. Fez-me estremecer o barulho da multidão, cada vez mais forte e mais perto, porém, a maneira como de repente acaba é desapontante.

Eu percebo porque o fez. O filme era um drama, sim, mas não era preciso incluir violência ou guilhotinas. Era um filme histórico, que duvido ter muito de história. Era uma perspectiva feminina sobre a vida de uma das mulheres mais conhecidas da História. É um filme visualmente estimulante, com cor e glamour e muitos doces e sapatos e vestidos. Qualquer mulher adoraria estar no lugar de Marie ao escolher roupa a comer bolos e a beber champanhe.

Kristen Dunst foi belissimamente escolhida. Precisavam de alguém com ar inocente, jovem, bonito. Kristen tem aquele charme de menina, com um corpo interessante à mistura. É como se fosse impossível lhe resistir, mas temos de o fazer: parece só uma miúda.

A banda sonora é outra das melhores coisas. Não tentou recriar música da época ou nada do género. É uma banda sonora actual e bastante invulgar em termos de escolha, se bem que acabou por se tornar "divinal", como a Marie diria.

Em suma, é um filme maravilhoso, que tenho a certeza que todas as mulheres adorariam de ver. No entanto, para os homens, apoderem-se antes do Call Girl. Sexy e português. Não podemos sempre dar preferência ao que é estrangeiro.

 

Marie 02

 

publicado por Rita M. às 18:09
sinto-me: interessada
música: crashing ~ jack's mannequin

28
Jun 08

Título Original: The Chronicles of Narnia: Prince Caspian
Ano: 2008
Realizador: Andrew Adamson
Género: Fantasia, Aventura
Classificação:


Sumário: Os personagens da intemporal fantasia criada por C.S. Lewis voltam a ganhar vida no novíssimo episódio da série, “As Crónicas de Nárnia”, no qual os irmãos Pevensie são de novo magicamente transportados de Inglaterra para o mundo de Nárnia, onde uma vibrante e perigosa aventura, e um ainda maior teste à sua fé e coragem os esperam! Sapo Lusomundo

 


Crítica: Ganhei bilhetes pela
TAKE para ver hoje a antestreia do novo filme da saga de Narnia. Gostei bastante do primeiro. Continuo uma miúda e estes tipos de filmes são sempre engraçados de ver, mas mesmo assim fui sem nenhuma ideia do que poderia acontecer. Tentei nem pensar nisso sequer e o resultado não podia ser melhor.

 

Num tempo em que se acabaram os filmes da Disney de 1900s e contra-quinze (ou seja, aqueles filmes como a Branca de Neve e os Sete Anões - 1937, Peter Pan - 1953 e Cinderella - 1950, com que eu, e muitos outros, cresci), os novos tipos de filmes infantis tanto em 3D como com "pessoas reais" estão a pôr a criançada louca. Este é um dos filmes recentes que merece ser tomado em consideração.

 

Não vou contar o que o filme trata (se bem que podem, obviamente, esperar uma continuação do "O leão, a bruxa e o guarda-vestidos") já que a estreia só acontece no dia 17 de Julho, mas vou-vos dar uma ideia de como está elaborado o filme:

 

Com um andamento lento e aborrecido no inicio, ganha lanço passado uns 5/10 minutos e nunca mais pára. Lucy, Peter, Edmund e Susan estão um ano mais velhos, mas em Nárnia passaram-se centenas de anos e tudo está mudado. As cenas gravadas maioritariamente na Nova Zelândia, relembrando as paisagens lindíssimas em "O Senhor dos Anéis", são de tirar a respiração naquele ecrã gigante.

 

Também os efeitos especiais estão maravilhosos, com batalhas de animais míticos falantes contra homens e cidadelas em topos de colinas. Posso dizer que, numa sala cheia de miudinhos, não havia um que não estivesse calado e atento ou que não suprimisse a respiração por momentos em certas cenas. Já para não falar dos animaizinhos adoráveis e corajosos que lutam pelo bem, que eram, claro, a maravilha dos pequenos. Acho que não ouvi um choro durante todo o filme. E só Deus sabe o que custa às vezes estar no cinema quando um menino ou uma menina decidem que querem pipocas ou que querem se ir embora e os paizinhos não deixam.

 

Em relação ao argumento do filme, sem conhecimento do livro (para grande infelicidade minha, nunca me obriguei a ler a saga), estava bem construído com muito humor à mistura. E quando digo humor, digo humor. Fiquei bastante surpreendida com a quantidade de cenas engraçadas e com a quantidade de piadas que meteram no filme. Mas eu vi a versão dobrada (que me deixou um bocado assustada até começar a ver o filme), que pode influenciar algumas expressões.

 

De resto, todos os actores estiveram bem, especialmente Georgie Henley, Lucy, que brilha no filme todo. Sergio Castellitto foi outra surpresa, já que nunca tinha visto o actor italiano em acção. Faz um excelente vilão, com segurança e charme. E até Peter Dinklage ficou perdoado de fazer de mauzão, Lemon, em Penelope (o filme de 2006 com Christina Ricci). haha.

 

 

publicado por Rita M. às 14:10
sinto-me: criativa

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